Canalcultural / cinema

My Photo
Name:
Location: Pelotas, RS, Brazil

Um conjunto de palavras não seria capaz para me definir, talvez porque eu mesma não saiba me explicar....

Wednesday, November 09, 2005

Lars Von Trier e o sonho de ser Dreyer

Não somente no cinema, mas também na filosofia vê-se que alguns dinamarqueses não são muito adeptos da religião. O filosofo Kierkgaard, já em suas teorias estuda a moral e a religião. Seguidor de suas teorias C. Th. Dreyer usava-as em seus filmes, martirizava sua protagonista, levava ao apse as cenas do seu sofrimento, deixava as próprias atrizes atormentadas com a sua busca pela veracidade.


No seu filme, A paixão de Joana D´Arc, rodado em 1928, utilizou-se de closes nos rostos dos atores para aumentar a dramaticidade. Uma de suas grandes características era a de que conseguia fazer um cinema psicológico. Dreyer é considerado um dos maiores cineastas de todos os tempos, chegando a influenciar na obra de Igmar Bergman e Jean Luc Godart.

Atualmente a Dinamarca possui outro aspirante a Dreyer, que procura chamar a atenção da mídia buscando polemizar através de filmes que despertem ou interesse ou revolta. Lars Von Trier começou em 1995 quando resolveu fazer o seu manifesto – o Dogma 95- resolveu mostrar que era possível fazer cinema com poucos recursos financeiros. Mas não demorou muito para esquecer seus polêmicos mandamentos e fazer um filme caríssimo que envolviam mais de 100 câmeras.

Assim Dreyer, seus filmes utilizam-se sempre de uma heroína, mártir, sempre uma mulher, igualmente aos filmes de Dreyer. Curiosidade ou plagio o final é sempre igual aos de Dreyer, a protagonista morre. Ao menos em alguns.

Atualmente Lars quer impactar através de sua trilogia sobre a América, começou com Grace em Dogville, novidades, parece que tenha tido alguma autenticidade na ausência de cenários rodando um filme, que lembra uma peça de teatro. No primeiro Grace, é humilhada além do limite do humano, decidindo assim acabar com aquele povo. Agora em Manderlay que acaba de estrear , Grace descobre uma fazendo que ainda vive em regime de escravidão, tentando impor a democracia a força.

O novo, não foi muito bem conceituado, ainda não se sabe qual será o novo chamariz do diretor dinamarquês, apenas sabe-se que sonha em ser lembrado como Dreyer, porém suas inovações ainda não lhe asseguram esse posto, talvez já tenham notado a sua real intenção.

A desilusão do Wonka Mãos de Tesoura

Depois de 30 anos é feita a refilmagem do clássico A Fantástica Fábrica de Chocolates. Tim Burtom optou pela fidelidade do livro, fazendo do seu filme apenas uma leitura.

Não desprezando o trabalho de Tim Burton, para uma refilmagem de um clássico, ele foi bem feliz. Mas para quê refazer algo que já era perfeito. Embora não conheça a obra literária, creio que essa refilmagem marcou muitas infâncias. Os Oompa Loompas antigos poderiam dar medo nas crianças, por suas músicas e seus rostos, sempre sombrios. O filme era mágico. Sim ele tinha magia, e isso não foi recriado pelo diretor, que tratou as crianças, ou os seus espectadores de forma simples. Criando um filme onde nada é subjetivo e sim objetivo. As músicas dos Oompa Loompas, antes eram metáforas, agora são explicítas. O Willy Wonka, quando interpretado pelo Gene Wilder, além de ser mágico também era uma incóginita. Não era fácil de assimilar sua personalidade. Ele era assustador e bom.
O roteiro também ficou meio simplório, porque o novo Charlie não erra?

Não questiono a obra literária, mas sim a refilmagem. Não achei necessário os flashbacks, assim como não era importante saber como a vida pessoal do Wonka. Pior ainda foram as alusões que o diretor fez aos seus próprios filmes, por exemplo a cena em o que Jonny Deep corta a faixa, e é feito um plano aberto dele com a tesoura, ou aquelas máquinas de fazer chocolate que também recriam outra cena do filme Edward mãos de tesoura.
E para concluir o personagem de Wonka, não é mais assustador e sim um palhaço, uma criança que não teve infância. E como única cena que possa transmitir o medo, são os bonecos sendo queimados, cena esta que considero indispensável.
Não é um filme mágico, não tem mais aquelas músicas que me deixavam fascinadas e não tem aquele final. " Sabe o que aconteceu com aquele menino que conseguiu tudo o que queria. Foi a pessoa mais feliz do mundo".


Links: Charlie e a Fantástica Fábrica de Chocolates
A fantástica Fábrica de Chocolates de 1971

Tuesday, November 08, 2005

Hitler e o Nazismo

Amém

Um pouco do que é produzido do cinema nazista. Abaixo um pouco dos filmes que não mostra apenas o martírio dos judeus e se preocupa em contar algo mais.


"Amén", de Costa Gavras , um filme político, principalmente porque é um aborda o nazismo, porém sem aquelas cenas clássicas e clichês de todos que contam a história da Segunda Guerra Mundial. Retrata a história de um tenente "Gerstein", que criou um veneno para limpeza e que posteriormente foi usado para exterminar os judeus nas câmaras de gás, e os próprios alemães que estavam com tifo. O interessante neste filme é o fato dos próprios soldados, capitães e todas as patentes, assim como o povo, não saberem o que estava sendo feito com os judeus. Acreditavam que estes apenas trabalhavam em campos de concentração. Maso tema central desse filme certamente fica com a negligência da igreja católica, a sua preocupação consigo e com seus interesses políticos. Ignora que muitos seres humanos estejam morrendo, fazendo com que o Padre Ricardo, ainda iniciante nessa carreira, deseje a morte a permanecer em um país, e a conviver com uma igreja hipócrita. Morre como um Judeu, para redimir-se desse ato

Ainda com enfoque na Alemanha fica como sugestão A queda – As últimas horas de Hitler, um filme que ousou não apenas falar de Hitler como o assassino de Judeus, mas resolveu não falar mais sobre esse tema, já abordado em tantos outros filmes, resolveu tecer argumentos sobre as suas últimas horas no Reich, sobre a sua paixão por sua cadela e seu amor e loucura pelo país. A partir desse filme é possível uma outra visão sobre o ditador.